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Consumidores desconhecem processos de eficientização

Apesar de o Brasil já ter passado por um “apagão” energético e de muitos consumidores reclamarem de seus gastos com a conta de luz, ainda é ignorada pela maioria das pessoas a prática da eficientização energética (medidas que possibilitam diminuir o desperdício de eletricidade). Uma prova disso, aponta o diretor da APS Engenharia de Energia, Aldemir Spohr, é que apenas cerca de um quinto da população brasileira sabe o que significa o selo Procel.

O selo Procel, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, tem por objetivo orientar o consumidor sobre produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica. Também estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes.

Para ser contemplado com o Selo Procel, o produto deve ser submetido a ensaios específicos em laboratório idôneo, indicado pelo Procel. A adesão das empresas ao Selo Procel é voluntária. Outra evidência de que a maioria dos consumidores ainda não adota um uso racional da energia é a utilização desnecessária de eletricidade. Conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco), o País desperdiça anualmente cerca de 12,6 milhões de MWh, energia suficiente para atender à cidade do Rio de Janeiro por um ano. Segundo a Abesco, o desperdício representa um gasto desnecessário de R$ 11,3 bilhões.

Apesar desses números, o diretor da APS Engenharia de Energia afirma que a tendência é de que os consumidores mudem de atitude e empreguem novas tecnologias para combater o desperdício de energia. Spohr cita como exemplo de instrumentos que podem ser adotados para diminuir o consumo de eletricidade os sistemas de aquecimento de água através da luz solar. A ação pode ser empregada por residências, hospitais e alguns estabelecimentos comerciais. Spohr acredita que, no futuro, as casas poderão adotar módulos fotovoltaicos em seus telhados para gerar eletricidade. (Matéria extraída na íntegra do Jornal do Comércio – 05/01/2009)

 
     
 

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