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Lula sanciona Lei da Mudança Climática

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com três vetos, a lei que instituiu a Política Nacional de Mudanças Climáticas.

O presidente preservou a meta de redução das emissões de gases de efeito estufa no país entre 36,1% e 38,9% até 2020. A nova lei prevê a assinatura de um decreto, a ser editado ainda em 2010, para estabelecer a cota de cada setor da economia no esforço de redução das emissões.

Os vetos foram negociados entre os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Meio Ambiente, Carlos Minc. Uma das alterações elimina a determinação de o país “abandonar” paulatinamente o uso de combustíveis fósseis. Outro veto consiste em dispositivo que estava previsto na lei que proibia contingenciamento de recursos para o combate a mudanças climáticas. O terceiro veto afeta diversos itens que limitavam usinas hidrelétricas de pequeno porte às políticas de estímulo governamentais.

Os percentuais eram o principal compromisso assumido pelo Brasil durante o encontro mundial ocorrido em Copenhague. Apesar da tentativa de balizar as emissões, o país não conseguiu convencer os europeus e principalmente os norte-americanos. País chave nas negociações, os Estados Unidos apresentaram uma meta que, na prática, representava apenas 4% na comparação com 1990. Mesmo sem um acordo em Copenhague, Lula já tinha anunciado que o Brasil, voluntariamente, tentaria reduzir suas emissões.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que, apesar de a conferência do clima ter sido considerada um fracasso, o Brasil fará sua parte.

O Brasil é o quinto maior poluidor do planeta, atrás de China, Estados Unidos, União Européia e Indonésia. No país, em 2005, eram emitidas 2,2 bilhões de toneladas de gás carbônico.

 
     
 

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