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Geração solar
pode abastecer estádios da Copa
Uma comitiva formada por
acadêmicos e empresários tem visitado todas as
cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 com o projeto de
implantar sistemas para abastecer de energia solar todos
os 12 estádios do evento. Acompanhados de autoridades
nacionais, eles já visitaram a Alemanha neste ano para
aprender a técnica adotada em alguns estádios daquele
país na Copa de 2006. O projeto vem sendo desenvolvido
aqui pelo Instituto Ideal, que coordena os contatos
entre a Agência de Desenvolvimento Alemã (GTZ), a
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e outras
universidade e grupos pela América Latina. A idéia do
projeto é disseminar a tecnologia no Brasil e mostrar
que há uma fonte viável e limpa, explica o catarinense
Mário Passos, engenheiro elétrico e diretor-presidente
do Ideal.
Segundo Passos, as placas
para captação de energia solar podem ser incluídas nas
reformas dos estádios ou mesmo consideradas no projeto
de arquitetura daqueles que ainda serão construídos.
O preço das placas e da
energia gerada, porém, é o maior entrave para o projeto.
Segundo Passos, o custo do kW gerado nessas placas é de
cerca de € 4,2 mil (cerca de R$ 10,9 mil), enquanto o
custo do kW da energia hidrelétrica é de R$ 3 mil.
Seriam investidos até R$ 50 milhões em placas para cada
estádio. Porém, se houver baterias nos estádios para
armazenamento dessa energia, o custo pode ser ainda
maior. A tecnologia seria importada para a Copa de 2014.
O diretor-presidente do
Instituto Ideal deixa claro que a iniciativa busca
introduzir a tecnologia no país e destacar o caráter
ambientalmente correto da Copa. "Para o uso nacional da
fonte energética solar, seriam necessários investimentos
de outra magnitude", diz. Segundo ele, cada estádio
poderá gerar de 1 MW a 1,5 MW de fonte fotovoltaica.
"Isso é muito mais do que o estádio consome." Segundo
Passos, já foram visitadas as cidades de Fortaleza,
Natal, Salvador, Brasília, Manaus e Porto Alegre. Até o
fim do ano, ele visitará todas as doze cidades que
receberão os jogos.
Fonte: Valor Econômico |
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