ESCO - EMPRESA DE SERVIÇO EM CONSERVAÇÃO DE ENERGIA

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As lâmpadas fluorescentes reduzem o consumo de energia em até 80%, mas exigem muitos cuidados quanto ao descarte.

As lâmpadas fluorescentes, que conquistaram os brasileiros a partir da crise energética de 2001, receberam grande apoio do Governo Federal, e foram apontadas como umas das soluções para a economia de energia. Atualmente são consumidas cerca de 100 milhões dessas lâmpadas ao ano no país. O problema é que, desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com materiais altamente tóxicos, como pó de fósforo, cádmio, mercúrio e chumbo.
Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), embora uma lâmpada quebrada libere pequena quantidade de mercúrio, o problema ambiental pode ser gerado pelo efeito acumulativo. Ao ser rompida a lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos por organismos vivos. Além disso, o descarte em aterros faz com que esses resíduos contaminem o solo e, mais tarde, os cursos d’água.
A grande maioria das lâmpadas fluorescentes recicladas é oriunda do setor industrial, a dificuldade está em conscientizar os usuários domésticos. O entrave fica na falta de uma regularização para o destino final das lâmpadas no Brasil, ao contrário de países como Alemanha e Estados Unidos, onde já é proibido jogar lâmpadas fluorescentes no lixo comum.
A Holanda chega a reciclar 83% das unidades descartadas, encabeçando a lista dos países que mais reciclam, destacam-se nessa lista também a Noruega, Alemanha, Estados Unidos, Itália e Espanha. No Brasil, há pouquíssimas empresas que realizam a reciclagem dessas lâmpadas, e o preço é elevado. As recicladoras cobram em torno de R$ 0,50 por unidade, e não recolhem o material - portando, há o custo do transporte, também. Isso acontece porque a reciclagem de fluorescentes é cara.
Uma solução possível é reunir as lâmpadas queimadas de vários prédios próximos, ou de uma mesma administradora de condomínios, e então enviar para uma recicladora. É importante armazenar as lâmpadas queimadas em lugar seguro. O importante é que não quebrem, pois só então liberam mercúrio.

 
     
 

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