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CNI recomenda revisão dos programas de eficiência energética na Indústria

Os programas oficiais e os fundos de investimentos destinados ao uso racional da energia devem ser remodelados para priorizar projetos industriais. A proposta foi feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Eletrobrás no Seminário Eficiência Energética – Projetos e Oportunidades para o Desenvolvimento da Competitividade. O evento reuniu cerca de cem pessoas, entre representantes do Ministério de Minas e Energia, da Empresa de Pesquisa Energética, de indústrias e associações empresariais no último dia 27, em São Paulo.
As recomendações da indústria se baseiam no diagnóstico feito pela CNI em parceria com a Eletrobrás a partir da análise de 217 projetos de eficiência energética de 13 setores industriais. O estudo mostra que as políticas governamentais destinadas a promover o uso racional de energia não dão prioridade ao setor, mesmo a indústria respondendo por 40,7% de toda energia consumida no Brasil. Apesar disso, as iniciativas do governo na área de eficiência energética focam no consumo de eletricidade e beneficiam os setores residencial, comercial e público, que são responsáveis por apenas 15,8% do total do consumo de energia no país.

O trabalho, que integra as ações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), confirma que os investimentos empresariais nessa área ajudam a reduzir os custos de produção, aumentam a competitividade das empresas e são capazes de diminuir a pressão sobre o aumento da oferta de energia. Além de ajudar na conservação do ambiente, permite investimentos em outras áreas, sem que o país perca qualidade e segurança no abastecimento de

As prioridades para as ações de eficiência energética foram mapeadas por setor e processo industrial e apontam que 82% das oportunidades de economia de energia na indústria estão nos processos de aquecimento de fornos, secadores, caldeiras e outros. Esses processos, alimentados por combustíveis, predominam nos setores siderurgia, cerâmica, cimento, alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose e químico.

O estudo aponta barreiras à racionalização do consumo de energia, como a falta de legislação e linhas de financiamentos adequadas. Há ainda a necessidade de capacitação de pessoal para identificar oportunidades e gerenciar projetos de eficiência energética. “É preciso inclusive promover uma maior aproximação da indústria e do governo na definição de programas de eficiência energética”, avalia o trabalho.

Fonte – CNI em Ação

 
     
 

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