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Lâmpadas incandescentes estão mais próximas do fim

Impactos significativos de economia de energia. Na avaliação do gerente da Divisão de Eficiência Energética em Equipamentos da Eletrobras/Procel, Rafael David, estes serão os benefícios provenientes das duas portarias, a 1.007 e 1.008, publicadas pelos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Uma das resoluções aprova a regulamentação específica que define os níveis mínimos de eficiência energética de lâmpadas incandescentes. Com a edição de ambas as portarias, segundo estimativas do MME, o país será capaz de economizar, de forma escalonada até 2030, cerca de 10 TWh/ano.

O indicador de eficiência energética a ser utilizado, de acordo com a portaria, é definido como a razão entre o fluxo luminoso da lâmpada e a potência elétrica consumida. Para obter o nível mínimo de eficiência energética de uma unidade incandescente, será considerado o método de ensaio adotado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), através do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Ainda de acordo com a portaria, os níveis mínimos de eficiência energética a serem calculados nos ensaios destas lâmpadas, quando completarem 75% da vida nominal, são de 72% para a potência de 25W e 85% para as demais potências.

De acordo com o MME, a regulamentação tem como objetivo incentivar a exploração de outras tecnologias que proporcionem um horizonte mais favorável e seguro aos recursos energéticos utilizados em território nacional, para fins de iluminação em geral. Aos consumidores será assegurado, ainda de acordo com o ministério, que os produtos comercializados atendam aos requisitos mínimos de eficiência energética e qualidade.

David lembra que, caso não hajam mudanças nas tecnologias atualmente empregadas nas lâmpadas incandescentes, as unidades poderão ser retiradas do mercado a partir de 2016, quando apenas alguns modelos utilizados em finalidades específicas poderão ser fabricados e comercializados no país. "Esperamos ter impacto significativo de economia de energia com essa medida, uma vez que as lâmpadas incandescentes naturalmente serão substituídas por fluorescentes compactas, que consomem em torno de quatro vezes menos", explica.

Dados da Secretaria de Planejamento Energético do MME mostram que ainda são comercializadas cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes por ano no Brasil. Para David, a substituição de lâmpadas incandescentes por modelos eficientes é uma tendência mundial. "Ao longo do tempo, temos notado que a utilização das lâmpadas incandescentes tem caído significativamente. Em contrapartida, o uso das lâmpadas compactas tem aumentado. Estamos seguindo passos que foram dados na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo. O banimento das lâmpadas incandescentes é uma tendência mundial devido a sua baixa eficiência", acredita.

Fonte: Procel Info

Link: eletrobras

 
     
 

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