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Plano de Eficiência Energética será lançado antes do fim deste ano

O Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEF) deverá ser lançado antes do fim do ano, segundo projeções do Ministério de Minas e Energia. De acordo com o diretor de Departamento de Desenvolvimento Energético do MME, Hamilton Moss, o plano está em fase final de elaboração. "Recebemos cerca de 180 propostas para fazerem parte do plano e estamos analisando quais podemos contemplar no PNEF", disse Moss. Segundo ele, a meta é reduzir o consumo em cerca de 106 TWh em 2030.

"Temos uma meta de 106 TWh de economia em 2030 e isso é um desafio muito grande. Esse montante é equivalente ao consumo residencial atual em um ano no país", comentou o executivo ao participar do 7º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, que aconteceu em São Paulo. Segundo ele, o plano deverá entrar brevemente em consulta pública para também receber contribuições da sociedade.

Além dessa meta a ser atingida, o plano pretende promover a eficiência energética através de estímulos ao uso de equipamentos modernos, processos industriais mais eficientes e educação contra o desperdício. O PNEF também tem por objetivo facilitar o acesso da população para substituição de equipamentos obsoletos ou aquisição de novos equipamentos mais eficientes.

Uma das dificuldades, segundo Moss, é a questão da medição e verificação dos ganhos obtidos com a eficiência energética. Esse também é um dos entraves para que aconteçam no país leilões de eficiência energética. O PNEF já foi analisado pela secretaria de planejamento do MME, onde de acordo com o diretor, foram solicitadas modificações. "Estamos fazendo essas mudanças e o plano deverá passar novamente pela secretaria de planejamento para depois seguir para a secretaria executiva do MME", detalhou.

Além do plano, Moss contou que está prestes a ser assinado o decreto de compras eficientes. "O decreto vai exigir o selo Procel nas compras do governo. Isso mostra que já existe essa preocupação por parte do governo", comentou. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, também disse que está sendo estudada uma proposta para o setor público realizar contratos de desempenho com as Empresas de Conservação de Energia (ESCOs). Isso, segundo ele, seria feito através de licitação e a remuneração seria através da economia de energia.

 
     
 

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