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Programa de eficiência concederá incentivos fiscais

O Plano Nacional de Eficiência Energética, que deve ser divulgado nos próximos meses, prevê a redução gradual de 106 terawatts-hora (TWh) no consumo até 2030 e a concessão de incentivos fiscais para toda a cadeia energética, segundo as propostas dos técnicos do Ministério das Minas e Energia. Planejado desde 2005, só agora o plano está praticamente pronto e vai contemplar um leque de políticas públicas para incentivar os investimentos em tecnologia, como trocar os medidores domésticos e acelerar a definição de normas para que a indústria de eletrônicos informe seus níveis de consumo.

Segundo Hamilton Moss de Souza, diretor da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, a economia de 106 TWh significa um quarto do consumo anual do país hoje e representará 10% da carga em 2030. A previsão do governo, portanto, é de que o consumo no país vai crescer 1,5 vez até lá. O montante economizado equivalerá a quase uma usina hidrelétrica de Itaipu por ano. "Eficiência energética significa não consumir o que não faz tanta falta ou gastar melhor", disse. Não se trata de medidas emergenciais, mas de estimular a adoção de produtos e equipamentos que gastem menos energia, como trocar lâmpadas incandescentes por LED, explicou o diretor.

"O plano está em linha com as últimas metas do governo em redução de emissões de C02", disse Souza. Nessa linha, o programa prevê a intensificação de equipamentos de geração de energia solar, propondo o conceito de "cidades solares".

O plano de eficiência energética foi debatido no segundo semestre do ano passado com várias instâncias do governo, empresas, universidades e associações que representam os diferentes elos do setor. Segundo Souza, o governo passou a se preocupar não só com o crescimento da geração da energia elétrica, mas também com o crescimento da demanda do país.

O valor total do programa e de todos os incentivos fiscais previstos ainda deve passar pelo crivo de outros ministérios e da Casa Civil. Por restrições legais para que se coloque o plano em prática integralmente, o Executivo deverá enviar propostas de lei ao Congresso para, por exemplo, prever a nova destinação da Conta de Desenvolvimento Energético.

Fonte: Jornal Valor

 
     
 

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